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Informações Úteis

A Adoção é uma forma natural e concreta de combater o abandono, recria a família para a criança que perdeu a sua origem e atribui condição de filho ao adotado, com os mesmos direitos e deveres. Quando essa adoção plena acontece, a família se fortalece. Todos os membros sentem a sua força, toda a comunidade se beneficia dessa força, toda a humanidade cresce com essa força.  

Para se fazer uma adoção é preciso:

Saber que existem muitas crianças para serem adotadas, mas também existem muitos casais querendo adotar. Se o seu desejo for para recém-nascido (até um ano), prepare-se para esperar, pois esse é o desejo de muitos casais. Se o seu desejo se ampliar para crianças maiores, saiba que existem muitas crianças em muitos lugares do país esperando encontrar seus pais verdadeiros.

Ter mais de 21 anos, independentemente do estado civil.

Ter afeto e carinho em abundância.

Ter 16 anos mais que o adotado.

Saber que a qualidade da relação entre pais e filhos pode melhorar muito se houver diálogo e que a verdade deve sempre ser dita.

Ir ao Fórum mais próximo de sua casa, fazer o cadastro para requerer a adoção. Não se pode fazer por procuração. Os pais não mandam buscar o seu filho no hospital caso ele tenha vindo biologicamente na família.

Que a pessoa a ser adotada dever ser menor de 18 anos. Até essa idade você poderá encontrar seu filho!

 Saber que a adoção atribui a condição de filho ao adotado, com os mesmos direitos e deveres, inclusive sucessórios, desligando-o de qualquer vínculo com pais ou parentes, salvo impedimentos matrimoniais. O seu filho é o seu filho. Mesmo que ele venha encontrar seus parentes no futuro, ele fatalmente se sentirá fora dessa família, pois a família dele é a sua.

Saber que não podem adotar os ascendentes e os irmãos do adotando. Esses vínculos já são bem fortes, o avô é avô mesmo e o irmão pode cuidar do outro irmão, não há necessidade de adotar.  

Saber que os divorciados podem adotar conjuntamente desde que concordem sobre a guarda e o regime de visitas, e que o período de convivência tenha sido iniciado na constância da sociedade conjugal. Mesmo que você se separe antes do término do processo da adoção, pode continuar a querer ser pai e mãe. Esse desejo, qualquer pessoa pode ter. Todas as pessoas, independente de cultura, condição financeira, etc., podem querer a maternidade e a paternidade e consegui-la.

Saber que a adoção será deferida quando apresentar reais vantagens para o adotando e fundar-se em motivos legítimos. Um motivo mais que legítimo é o desejo de amar e ser amado. Todas as pessoas precisam de amor e afeto. Se você tem bastante para dar e necessidade de receber, terá direito legal de ter seu filho.

Saber que o estágio de convivência poderá ser dispensado se o adotando não tiver mais que um ano de idade. Com crianças maiores e adolescentes será necessário o estágio, pelo prazo que a autoridade judiciária fixar.  

Firmar as bases do relacionamento com seu filho. É a fase do namoro. E o afeto vai chegando devagarinho de ambos os lados e quando você dá por fé, já está amando aquele ser que até ontem não fazia parte de sua vida, mas que hoje se tornou indispensável.  

Saber que a adoção é irrevogável. Seu filho é seu filho e isso nunca mais será mudado. Não dá para devolver o filho para a cegonha. Por isso é necessário refletir bastante e encarar a adoção como uma maneira de se ter filhos. Uma vez efetuada não se desfaz. Existem pessoas que por algum motivo querem deixar seus filhos adotivos no judiciário, mas isso é apenas um novo abandono pelo qual a criança passará.

 

Esses são os passos para que você possa ganhar um filho através da adoção. Esses passos transcendem a natureza, que nos leva a acolher o que é nosso, igual e compreensível, para a capacidade a acolher e amar o que não era nosso, diferente e para muitos incompreensível.    

Para se viver uma adoção é preciso

Ter consciência de que para o Judiciário o processo de adoção acabou com a sentença, mas na sua vida ele apenas começou.

Saber que, quando estamos “grávidos” dos nossos filhos adotivos, fazemos a fantasia de como ele será, tanto quanto na gravidez biológica. A espera do filho adotivo nos dá maiores possibilidades e depois que ele vem, às vezes não corresponde a nossa fantasia, mas mesmo assim será nosso filho.

Saber que a criança que você chamará de filho e que o chamará de pai ou mãe precisa sentir realmente que você é seu pai ou mãe. Ela fará todo o caminho do nascimento para chegar até você. Será o renascimento.

Dar segurança para que ela possa se expressar e construir junto com você o melhor dos vínculos.

Saber que mesmo que ela venha para sua casa com dias de vida, a vida dela não começou naquele dia. Ela traz uma história consigo.

Respeitar essa história e saber dizer que ela foi muito querida para estar aí com você.

Tratar o assunto da adoção com naturalidade e sempre dar espaço para que ele venha a tona. Faz parte da vida dela e da sua a dor do abandono e a alegria do encontro de vocês.

Sempre procurar ajuda quando sentir dificuldade e não deixar o acaso tratar de um assunto tão importante em sua vida e na dela.

Quando estiver na adolescência ou até mais tarde e ela apresentar desejo de procurar sua família de origem, não temer a perda do afeto. Ela tem necessidade de saber de suas raízes para poder se fortalecer como adulto. Essa busca em sua maioria é simbólica e não traduz insatisfação com sua família adotiva.

Entender o seu filho que levou alguns anos para encontrar você. Se ele apresentar comportamentos regressivos, não achar que é provocação ou má índole. É o renascimento que ele está tentando fazer para se reestruturar.

Saber que as semelhanças irão aparecer, as diferenças também, e mesmo assim ele será seu filho.

 

O amor supera muitos obstáculos. Porém se esse amor vier carregado de conhecimento da dinâmica da família adotiva, você terá mais chances de conseguir a verdadeira maternidade ou paternidade, e o seu filho o reconhecerá.

Esses passos já foram dados por muitas famílias adotivas. Um grupo de pais que se reúne para contar os seus acertos e erros com seus filhos ajuda a nos tornar mais lúcidos e confiantes nessa maneira de se ter filhos que é a adoção.

A adoção transcende a natureza. É um requinte da evolução do ser humano, quando acolhe o diferente do seu próprio gene e ama por amar, e não por obrigação biológica.